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domingo, 15 de janeiro de 2012
terça-feira, 18 de outubro de 2011
A já esperada queda do técnico Adilson no São Paulo
Sim, caros amigos, já era esperada a saída do técnico Adilson do São Paulo. Antes de qualquer coisa, quero enfatizar que existem alguns times que por jogarem de uma forma a muitos anos acabam ficando estagnados com um único esquema tático, com pouquíssimas alterações.
Veja o estilo dos times gaúchos, normalmente jogam fechados e compactados com muita raça, parecido com o Palmeiras. O time do Santos aposta na velocidade, e o São Paulo gosta de jogar no 4 – 4 – 2. Eu mudaria e deixaria o time bem no ataque, vamos para vencer. Por que não jogar no 3 – 4 – 3 ? Imagine Rivaldo, Casemiro, Jean e Lucas. Dagoberto, Luis Fabiano e Marlos, seria um time bem ofensivo.
E é por isso que o Adilson dificilmente daria certo no São Paulo, pois ele aposta mais em um esquema com três volantes, ficando um na marcação e dois na criação, deixando muito exposta as laterais. O Carpegiane, muitas vezes conhecido como Prof. Pardal, gostava de usar o 4 - 2 - 3 – 1 com dois volantes na frente da zaga. Como o Adilson não conseguiu que o time do São Paulo ficasse compacto, era mais que esperado a saída dele. Bom, quem errou? O técnico ou a direção que não soube escolher um técnico que saiba lidar com o, já acostumado, time do São Paulo? Solução? Talvez um técnico estilo linha dura ou reformular a psicologia total do time. Dar uma chacoalhada, um tapa na cara de cada jogador. Iria até mais longe, talvez a mudança na direção do São Paulo seria a solução. Quantos anos o Juvenal está no poder? Será que o time já não cansou dele? Muitas perguntas para pouco tempo até o fim do campeonato.
Até o final do campeonato o São Paulo não terá outro técnico, ficará o Milton Cruz, mas para o ano que vem terá um técnico novo ou mesmo Muricy, que tem muitas "viúvas" no São Paulo.
Acho o Adilson bom técnico e se daria muito bem no Palmeiras ou nos times do Sul, são estilos parecidos. Estilos que o treinador gosta e o que os times estão acostumados a jogar.
Outro problema no São Paulo é o elenco, que é propriedade do clube, patrimônio. Em 70, João Saldanha montou uma seleção, não foi o Zagalo que montou o time, com quatro camisas 10 (Pelé do Santos, Tostão do Cruzeiro, Rivelino do Corinthians e Gérson do São Paulo) e esse desafio de poder colocar muitos craques é o que o treinador deveria fazer, não como está fazendo Mano Menezes, que tem a disposição Kaká, Lucas, Ronaldinho Gaúcho e Ganso e, não sabe aproveitar as peças que tem. Será que não seria o caso de repetir o esquema de João Saldanha?
Além de um ataque bem interessante com Neymar, Fred, Luis Fabiano, Adriano. Sabendo montar um esquema tático com tantas peças de excelente qualidade, com todos os defeitos de organização, corrupção e festa com o NOSSO dinheiro, a Copa do Mundo será nossa.
quinta-feira, 6 de outubro de 2011
O cartel de empreiteiras da Fifa
Por JUREMIR MACHADO DA SILVA
Jornal “Correio do Povo”, de Porto Alegre
Jornal “Correio do Povo”, de Porto Alegre
Entrevista bombástica do ex-presidente do Internacional, Vitorio Piffero, a Luis Carlos Reche, na Rádio Guaíba.
Segundo ele, o Inter tinha recursos para fazer sozinho a reforma do Beira-Rio.
Por que não o fez?
Por que não o fez?
Porque a Fifa exigiu garantias bancárias que o Inter não tinha assegurando os recursos para a conclusão da obra.
Piffero afirmou que o Inter tinha dinheiro no banco suficiente para a reforma da arquibancada que hoje está paralisada.
De quebra, o Inter corre o risco de ficar fora da Copa das Confederações.
Por que o Inter paralisou as obras?
Porque sofreu fogo amigo. Críticas internas ao modelo próprio de reformas.
E críticas externas, as da Fifa e da CBF.
Por quê?
A Fifa e a CBF queriam impor uma empreiteira do seu cartel, a Andrade Gutierrez.
Não interessava à turma da Fifa que o Inter fizesse a reforma por contra própria.
A Copa do Mundo precisa dar lucro a um grupo de parceiros.
Qualquer coisa fora disso é desautorizada.
O Inter chegou a contratar um executivo, de rápida e apagada passagem pelo Beiro-Rio, cuja missão se resumiu a convencer o atual presidente do Inter a cair no colo da Andrade Gutierrez.
Todos aqueles que criticavam essa decisão boa acima de tudo para a empreiteira foram acusados de atraso e ignorância.
O Inter podia ter feito como o São Paulo: não se submeter.
Mas havia duas razões para cair no colo da Andrade Gutierrez: a rivalidade infantil com o Grêmio e o desejo de alguns de fazer a sagrada vontade da CBF e da Fifa.
Na África, já se cogita derrubar alguns dos estádios construídos para a Copa de 2010.
No Brasil, só cartolas, alguns políticos e empreiteiras ganharão com a Copa do Mundo.
O Inter e o Grêmio têm tudo para sair como perdedores.
Serão perdedores felizes.
Farão papel de modernos.
Moderno é pagar aluguel para morar na própria casa.
É o neoliberalismo da CBF e da Fifa
Um neoliberalismo antigo, o dos negócios bons para alguns e ruins para muitos.
NOTA do autor do Blog.
A cidade de São Paulo não pode nunca ficar de fora de uma Copa do Mundo, muito menos de uma abertura ou final. São Paulo tem a melhor rede hoteleira do Brasil, os melhores restaurantes (considerada a capital mundial da gastronomia), as melhores lojas, o maior desenvolvimento, o maior PIB (perdendo somente para o Estado de São Paulo e o Brasil), como ficaria de fora ??????
Nunca.
Nunca.
É por isso que Lula e o interesse de Andres Sanches (Corinthians) fizeram a construção de um estádio 3x mais caro que uma simples reforma no Morumbi. Será que não está por tras de tudo isso o cartel acima denunciado?
Gente lembrem-se que São Paulo não é, São Paulo são.
Gente lembrem-se que São Paulo não é, São Paulo são.
sexta-feira, 1 de julho de 2011
Ode a Rogério Ceni
São Paulo, domingo, 25 de dezembro de 2005.
JUCA KFOURI
COLUNISTA DA FOLHA
COLUNISTA DA FOLHA
Caju é sinônimo de Atlético Paranaense, por estranho que pareça. Mas o antigo goleiro do Furacão (anos 30/40) tem seu nome na história, como Lara, do Grêmio, da mesma época.
E são raros os goleiros que têm seus nomes automaticamente associados a um clube, às vezes dois, como Gilmar dos Santos Neves (Corinthians e Santos); Manga (Botafogo e Inter); Raul Plassmann (Cruzeiro e Flamengo).
Oberdã Catani do Palmeiras, Emerson Leão, fundamentalmente do Palmeiras, São Marcos.
Ronaldo, do Corinthians.
Barbosa, do Vasco.
Marcos Carneiro de Mendonça e Carlos Castilho, do Fluminense.
Kafunga, do Atlético Mineiro.
José Poy e Zetti, do São Paulo.
Nenhum deles, no entanto, o que não os diminui em nada, bem entendido, pegou três bolas impossíveis numa decisão de Mundial de Clubes.
Rogério Ceni pegou.
Nenhum deles foi eleito o melhor jogador de uma decisão de Mundial de Clubes nem do próprio Mundial.
Rogério Ceni foi.
Nenhum deles fez gols e mais gols pelo seu clube.
Rogério Ceni fez e fará.
Jamais houve um goleiro como Rogério Ceni, que compõe agora, como disse o autor do livro sobre o São Paulo (“Dentre os grandes, és o primeiro”, da Coleção Camisa 13, pela Ediouro), Conrado Giacomini, a Santíssima Trindade Tricolor, ao lado de Leônidas da Silva e Raí.
Do mesmo modo que não se afirmou aqui, na coluna passada, que o São Paulo é o maior time de todos os tempos do Brasil (porque nem é preciso comparar a equipe do tri mundial com o Santos de Pelé, basta compará-lo ao próprio São Paulo de Raí para constatar o tamanho da estupidez, se cometida), pois apenas se constatou que o São Paulo é o clube mais vitorioso do país, também ninguém está dizendo que Rogério é o melhor goleiro da história.
Ele é só (?!) o mais emblemático e bem sucedido a personificar um clube de futebol.
Até outro dia mesmo, com toda sua história no Morumbi, poderia se dizer que Rogério já tinha um lugar de honra na galeria dos ídolos tricolores, mas poucos e desimportantes títulos como titular. Agora não só tem os dois títulos mais importantes que um clube pode ter como, ainda por cima, os obteve como os obteve, fazendo gols e milagres, tanto na Libertadores quanto no Mundial.
Ah, mas ele não está na seleção. E não está porque não gostou de ter seu cabelo cortado na Copa das Confederações de 1997, na Arábia Saudita.
Romário anunciou que o time rasparia a cabeça caso chegasse à final do torneio.
Rogério foi pego de surpresa. Não gostou e não disfarçou o desagrado com a violência.
Até já disse que se não faltasse só uma partida teria pedido para voltar para o Brasil e de tão amuado não saiu mais de seu quarto, a não ser para treinar e se alimentar.
Zagallo viu em sua atitude “falta de espírito de grupo”.
Só resta dizer, como diria Fernando Calazans, azar da seleção.
E são raros os goleiros que têm seus nomes automaticamente associados a um clube, às vezes dois, como Gilmar dos Santos Neves (Corinthians e Santos); Manga (Botafogo e Inter); Raul Plassmann (Cruzeiro e Flamengo).
Oberdã Catani do Palmeiras, Emerson Leão, fundamentalmente do Palmeiras, São Marcos.
Ronaldo, do Corinthians.
Barbosa, do Vasco.
Marcos Carneiro de Mendonça e Carlos Castilho, do Fluminense.
Kafunga, do Atlético Mineiro.
José Poy e Zetti, do São Paulo.
Nenhum deles, no entanto, o que não os diminui em nada, bem entendido, pegou três bolas impossíveis numa decisão de Mundial de Clubes.
Rogério Ceni pegou.
Nenhum deles foi eleito o melhor jogador de uma decisão de Mundial de Clubes nem do próprio Mundial.
Rogério Ceni foi.
Nenhum deles fez gols e mais gols pelo seu clube.
Rogério Ceni fez e fará.
Jamais houve um goleiro como Rogério Ceni, que compõe agora, como disse o autor do livro sobre o São Paulo (“Dentre os grandes, és o primeiro”, da Coleção Camisa 13, pela Ediouro), Conrado Giacomini, a Santíssima Trindade Tricolor, ao lado de Leônidas da Silva e Raí.
Do mesmo modo que não se afirmou aqui, na coluna passada, que o São Paulo é o maior time de todos os tempos do Brasil (porque nem é preciso comparar a equipe do tri mundial com o Santos de Pelé, basta compará-lo ao próprio São Paulo de Raí para constatar o tamanho da estupidez, se cometida), pois apenas se constatou que o São Paulo é o clube mais vitorioso do país, também ninguém está dizendo que Rogério é o melhor goleiro da história.
Ele é só (?!) o mais emblemático e bem sucedido a personificar um clube de futebol.
Até outro dia mesmo, com toda sua história no Morumbi, poderia se dizer que Rogério já tinha um lugar de honra na galeria dos ídolos tricolores, mas poucos e desimportantes títulos como titular. Agora não só tem os dois títulos mais importantes que um clube pode ter como, ainda por cima, os obteve como os obteve, fazendo gols e milagres, tanto na Libertadores quanto no Mundial.
Ah, mas ele não está na seleção. E não está porque não gostou de ter seu cabelo cortado na Copa das Confederações de 1997, na Arábia Saudita.
Romário anunciou que o time rasparia a cabeça caso chegasse à final do torneio.
Rogério foi pego de surpresa. Não gostou e não disfarçou o desagrado com a violência.
Até já disse que se não faltasse só uma partida teria pedido para voltar para o Brasil e de tão amuado não saiu mais de seu quarto, a não ser para treinar e se alimentar.
Zagallo viu em sua atitude “falta de espírito de grupo”.
Só resta dizer, como diria Fernando Calazans, azar da seleção.
Nota do autor do blog
Rogério você tem crédito com os verdadeiros sãopaulinos, mas por favor, evite falhar de novo.
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